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    [Game] Valiant Hearts: Histórias da Grande Guerra

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    Recentemente eu tenho jogado muito mais videogame do que eu joguei… Bem, a vida inteira. Então eu espero que vocês não se incomodem se isso virar um assunto um tanto frequente por aqui (inclusive eu acabei de zerar o game mais incrível DA VIDA, aguardem!). Esse jogo aqui, por sua vez, me ganhou logo no trailer. E por isso a gente entende que vendo o trailer eu quase comecei a chorar.

    Valiant Hearts: The Great War é um jogo indie focado em quebra-cabeças lançado esse ano pela Ubisoft. A história começa com o assassinato do Arquiduque Franz Ferdinand, acontecimento que todo mundo aqui aprendeu nas aulas de História como sendo o estopim para a Primeira Guerra Mundial. Quando a França, antecipando a guerra, deporta todos os seus residentes alemães de volta ao país de origem, Karl é obrigado a abandonar sua esposa francesa, Marie, seu filho pequeno, Victor, e seu sogro e grande amigo, Emile.

    Ao mesmo tempo em que Karl é obrigado a se alistar ao exército alemão, Emile é convocado para o exército francês e Marie é deixada sozinha na fazenda com o filho pequeno. Se o drama já não estiver instaurado aí pra vocês, eu realmente não sei como fazê-lo.

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    Eventualmente, Emile conhece Freddie, um americano amargurado pela morte de sua esposa que se alia ao exército francês em busca de vingança e paz de espírito.

    Compondo o elenco principal nós também temos a Anna, uma veterinária que se aventura sozinha nos campos de batalha oferecendo assistência médica aos soldados necessitados enquanto procura por seu pai, um importante cientista que foi sequestrado pelo vilão do jogo: Baron Von Dorf, e Walt, um Doberman treinado pelo exército alemão para ser O CACHORRO MAIS BROTHER DO MUNDO. Sério, mais de uma vez ele foi o principal responsável por ninguém ter morrido ali na hora.

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    Fato importante: a história e todos os seus personagens foram inspirados em cartas reais que foram enviadas de e para soldados durante a Primeira Guerra Mundial. Essas pessoas existiram. Elas estavam lá e elas viveram o que você está jogando nesse momento. Se você não está chorando até agora, cacete, eu estou.

    Como eu disse lá em cima, o jogo não é focado em batalhas, mas em puzzles e na narrativa histórica. Você recolhe pequenos itens do cenário, e a cada capítulo o jogo te apresenta fatos históricos e imagens reais dos locais que são reproduzidos na tela. Todas as batalhas por onde os personagens passam aconteceram, e os dados apresentados são bastante detalhados. Se você é alguém que gosta de estudar sobre as Grandes Guerras, o jogo vai ser um prato cheio.

    Se você for alguém que tem o costume de pular as partes de texto dos jogos, os dados e histórias de Valiant Hearts eventualmente vão te conquistar. De um jeito ou de outro, você vai terminar o jogo com mais conhecimento do que tinha quando começou.

    A arte é bastante única, bonita e bem indie. É um jeito fofo de representar algo triste. A história é incrivelmente bem amarrada, não existem pontas soltas e a relação dos personagens entre si cresce e te conquista.

    O jogo em si é bastante curto. Eu comecei a jogar às 21h de um dia de semana e terminei às 4h da madrugada do dia seguinte, boquiaberta com o controle quase caindo no chão e chorando consideravelmente (com aula e trabalho no dia seguinte, YOLO).
    Afinal de contas, é uma história sobre a Primeira Guerra Mundial, e a gente sabe que esses personagens dificilmente vão ter um final feliz. É como diz o trailer: alguns vão viver para contar a história. Alguns não. Ainda assim, fica a sensação de que o jogo se esforçou muito para proporcionar um final tão feliz quanto era possível dentro do contexto, o que, pela fidelidade histórica, a gente sabe que não é muita coisa.
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    Curiosidade: esse cara de capuz e óculos seria um personagem jogável. Ele seria um piloto britânico que na verdade não sabia pilotar aviões. A Ubisoft achou o personagem cômico demais para a história. Sintam o drama. Todos os demais personagens são jogáveis, inclusive o Walt.

    Dá pra dizer que Valiant Hearts é uma obra de arte dentro dos jogos indie, e eu espero muito que eles façam um sobre a Segunda Guerra. Sou o tipo de pessoa que pede e paga em dólar pra sofrer.

    Um negócio muito legal, e que prova o cuidado que a Ubisoft teve no desenvolver do jogo, é que, salvo engano, as informações históricas fornecidas mudam de acordo com o idioma selecionado. Eu joguei em inglês, então tive mais informações sobre a atuação americana e britânica na guerra. O Euclides jogou em francês, então suas informações foram focadas na participação dos países que falam o idioma. Acredito que se você jogar em português, receberá algumas informações sobre as tropas portuguesas, brasileiras e dos países africanos que falam português. Como eu só joguei uma vez, não posso confirmar o fato, mas sintam-se à vontade para falar disso nos comentários.

    A jogabilidade não é difícil. Tem um ou dois puzzles que tomam mais tempo e talvez precisem de walkthrough, mas eu prometo que não é nada de outro mundo. Mesmo eu, que tenho uma tolerância MINÚSCULA a frustração, não cheguei a me irritar muito por ter que repetir a mesma missão várias vezes (sério gente, eu fico muito triste quando isso acontece, vocês não têm ideia).

    Um dos pontos MUITO fortes do jogo é a trilha sonora. Gente, é brilhante, a trilha sonora realmente faz parte do jogo. EU AMO QUANDO ISSO ACONTECE. Eu não estou dizendo que a música dá hype na cena, não não não, eu estou dizendo que as bombas caem no ritmo da trilha sonora nas missões em que a Anna dirige o táxi (que são as mais divertidas e você espera que nunca acabem). Jogo que não coloca músicas aleatórias por nenhum motivo em especial além de construir ambientação? RESPEITO.

    Independente do seu interesse histórico ou simpatia por jogos de guerra, eu acho que você deveria dar uma chance ao jogo, ainda que seja só pela história emocionante e personagens carismáticos. A trama te conquista aos poucos e te agarra pelo pescoço no final, é uma experiência que vale muito a pena.

    O post termina por aqui, mas, para aqueles que, assim como eu, são muito sensíveis à animais tendo participação relevante na história e não querem ser pegos por uma eventual surpresa ruim, vou deixar um friendly spoiler pra quem quiser descobrir se Walt, o cachorro, morre durante o jogo ou não. Pro restante de vocês, bom jogo e até o próximo post!

    FRIENDLY SPOILER, selecione o texto a seguir para ficar sabendo se o Walt morre: gente, fala sério, um cachorro incrível que nem o Walt não vai morrer NUNCA nessa vida. Ele inclusive salva o elenco inteiro umas três vezes, então podem tirar esse peso do coração.

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