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    Eu vi – Annabelle 2: A Criação do Mal

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    Eu vi Annabelle 2: A Criação do Mal lá pelo dia 19 de agosto, mas, sinceramente? Essa resenha ia aparecer por aqui ainda que esse filme fosse de três anos atrás, porque todo mundo já sabe que eu amo o universo criado por James Wan e que ele é basicamente o meu herói. Ainda que a história de Annabelle não esteja nas mãos do produtor, é inegável que ela pertença ao mesmo mundo, apesar de ter um estilo diferente de Invocação do Mal e de ainda não contar com a participação do casal Warren.

    Annabelle 2: A Criação do Mal foi dirigido por David F. Sandberg, nome por trás de Light’s Out, ou Quando as Luzes se Apagam, que já foi resenhado aqui e que, para mim, foi uma catástrofe completa.

    Antes de eu falar do filme em si, eu acho bacana a gente separar as coisas: acredito que Annabelle seja, até agora, a vertente menos popular do universo de Invocação do Mal, que está para receber mais dois títulos: A Freira, um filme que foca na origem do maior vilão de Invocação do Mal 2 e The Crooked Man, baseado em um personagem que aparece momentaneamente no mesmo filme (e, quem assistiu, sabe que ambos os monstrengos estão intimamente conectados). A questão, que muita gente parece desconhecer ou ignorar, é que todos os filmes do universo criado por Wan tem propostas completamente diferentes.

    Invocação do Mal é o bom e velho filme de exorcismo, de casas mal-assombradas, de monstros embaixo da cama e dentro de armários antigos. Eu citei o primeiro filme várias vezes aqui no blog, e resenhei a continuação aqui, e perdi a conta de quantas vezes eu enalteci o uso proposital de todos os clichês de filmes de terror possíveis de forma fenomenal.  Mais importante ainda: por enquanto, Invocação do Mal é a única vertente sobre Ed e Lorraine Warren, ainda que eles sejam citados e tenham participação indireta em Annabelle e, como a gente já sabe, nesses outros dois filmes que ainda estão por vir.

    James Wan já adiantou que a proposta de The Crooked Man é diferente, e que a história se trata de um conto de fadas sombrio. Já a proposta de A Freira ainda é um mistério, mas eu ainda vou falar dessa adorável mulher de Deus algumas vezes aqui nesse post.

    Agora, Annabelle? É Chucky: o boneco assassino, reinventado. A velha história de um brinquedo amaldiçoado que traumatizou tantos de nós na infância e ainda vai acabar com o sono de muitas crianças por aí, temperada com a criatividade de um produtor que realmente sabe o que está fazendo.  A história da boneca usa e abusa de jumpscares, sequências de tensão, volume extremamente alto e do tinhoso em pessoa, com chifre e tudo.

    Reprodução / Tumblr

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    Dito isto, se você assistiu o primeiro Annabelle na expectativa de ver esse casalzão da porra que são os Warren, você se decepcionou; e se você for ao cinema ver Annabelle 2 esperando a mesma coisa, você vai se decepcionar também. Então já desapega dessa ideia aqui e agora e foca no que realmente está acontecendo, mas não perca as esperanças: se rolar um terceiro filme sobre essa boneca do demônio, são grandes as chances de finalmente vermos como ela foi parar no museu dos horrores dos nossos demonologistas preferidos.

    Annabelle 2: A Criação do Mal, como o nome já sugere, não é uma continuação e sim uma prequela. Aqui a gente descobre como uma boneca feita à mão por um artesão e pai amoroso virou um canal de fácil acesso entre a gente e o quinto dos infernos. A história não tem segredo, e honestamente também não é muito original (até porque a gente já começa o filme com as informações das produções anteriores sobre a boneca – Annabelle apareceu nos dois Invocação do Mal), mas o desenvolvimento da trama é impecável, principalmente quando a história começa a esclarecer pontos que propositalmente foram deixados em aberto no primeiro filme… Gente, sério, eu quase gritei de orgulho quando as duas histórias se conectaram (não vou mentir não: eu amo esses filmes como se fossem meus filhos). Annabelle 2: A Criação do Mal honra a proposta do primeiro de ser o clássico filme de dar susto, foco na menina que estava sentada do meu lado no cinema que passou o filme inteiro cobrindo os olhos.

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    A história gira em torno de um grupo de meninas órfãs e da freira responsável por elas, que são recebidas por um artesão e sua esposa e passam a morar na casa gigantesca-porém-vazia deles, que procuram tanto fazer uma boa ação e cair nas boas graças do Senhor quanto encher a casa de vida de novo, buscando superar o trauma da morte da filha, que aconteceu doze anos antes. E o resto vocês já conseguem imaginar, porque o filme segue a mesma receita dos anteriores.

    Nós, que já somos diplomados em demonologia com o casal Warren, sabemos como as entidades malignas conseguem habitar o nosso mundo, e do que elas estão atrás. Ainda que não saibamos quem, exatamente, é o demônio que possuiu a boneca, ele nunca escondeu seus interesses de ninguém, e é bastante incisivo na hora de conseguir.

    Provavelmente a coisa mais assustadora em Annabelle 2: A Criação do Mal, é que ninguém aqui tem a menor ideia do que fazer para se salvar. Estamos falando de um bando de meninas, de uma freira (que tem a melhor das intenções e nem a mais vaga ideia sobre exorcismo), um artesão traumatizado e de uma mãe que não sai do quarto. Competição absolutamente desleal, se vocês me perguntarem. Então, tudo o que esse pequeno e desesperado grupo pode fazer é tentar sobreviver até conseguir fugir da casa, e não é todo mundo que vai conseguir.

    Esse filme, ainda por cima, tem dois easter eggs deliciosos de A Freira, que só serviu para me deixar ainda mais ansiosa para esse filme, que tem estreia prevista para julho de 2018. Além de contar com uma ultra-rápida participação de um modelo de boneca idêntico à Annabelle real.

    Pra mim, o final do filme foi a cereja em cima do bolo e, se você não gostou, ou ainda não viu, o primeiro Annabelle, eu fortemente recomendo que você veja a prequela primeiro, e parta logo em seguida para ele, que aí você vai ter a história completa do começo ao fim (até agora), e vai evitar a frustração e confusão que muita gente parece ter sentido.

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    Annabelle 2: A Criação do Mal, era o que eu precisava para finalmente perdoar David F. Sandberg por Quando as Luzes se Apagam (Deus sabe que eu fiquei muito puta com esse filme) e, ainda que essa aba do universo de James Wan pareça continuar sendo a menos popular entre a crítica, a história cumpre exatamente o que se propõe, e garante uma boa dose de sustos durante e depois do fim do filme, desses que te deixa com medo de olhar pra trás enquanto não consegue achar as chaves do seu apartamento e a luz do corredor apaga (true story).

    A gente está vivendo uma época MARAVILHOSA dos filmes de terror, como eu nunca vi antes. Além dos vários remakes promissores que estão sendo feitos, temos várias histórias originais por aí, e mesmo o cinema nacional está tentando ocupar seu lugar no tema. Me diz aí nos comentários o que você achou de Annabelle 2, e qual filme você está mais ansioso pra ver (hands down: IT)!

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