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    Pare o que está fazendo e vá assistir Vikings.

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    Eu nunca pensei que fosse falar uma coisa dessas com tanta certeza, mas aí vai:

    Vikings é a melhor série passando atualmente.
    (toma essa, Game of Thrones).

    Eu honestamente acho improvável que você nunca tenha ouvido falar de Ragnar Lothbrok, Rollo, Bjorn ou Lagertha rainha da porra toda, mas, se por acaso você não é lá muito chegado em séries ou nunca deu muita bola pro History Channel, ou, sei lá, morou em Marte pelos últimos anos e acabou de chegar de viagem, aaaah meua migo, eu estou aqui para mudar a sua vida. Mas não espere uma aula sobre a série desde o começo, porque se eu começar eu não paro mais, então vamos nos ater à temporada atual.

    A quarta temporada de Vikings foi encerrada recentemente, depois de dez episódios, um melhor e mais brutal do que o outro, e a série daqui pra frente só vai ficar melhor – isso porque eles vão começar a abordar a fase mais insana da história viking.

    Nesta temporada nós acompanhamos, principalmente, a ascensão de Rollo na nobreza francesa, que começa de maneira absolutamente catastrófica e termina sendo a melhor decisão que aquele reino já tomou. Os episódios giraram em torno do grande ataque viking à Paris e da rivalidade que nasce entre os dois irmãos, já que um deles agora está do lado oposto do tabuleiro, ficando no caminho entre os vikings e o que eles mais gostam: ouro, sangue, as glórias da guerra e muita violência gratuita.

    Além disso, nós – finalmente – começamos a ver o desenvolvimento dos filhos mais novos de Ragnar, e o queridíssimo, fofíssimo do Ivar (the boneless) já diz a que veio logo de cara. Traduzindo: o pirralho tem todo o potencial que uma máquina de matar deve ter. Sobre o Bjorn, não há o que dizer, ele está mais do que preparado para substituir o pai. Ele inclusive tem um momento “O Regresso” de autossuficiência e teste de resistência e, além de ser um dos meus plots favoritos da temporada, também contém uma das cenas mais violentas e aflitivas. Até eu, que adoro uma violência e brutalidade ao melhor estilo Tarantino, terminei o episódio boquiaberta, tão jogada contra o sofá que um desavisado pensaria que eu estava tentando me tornar um só com o estofado, ou então, bem…

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    Outra coisa que eles exploraram mais nessa temporada, principalmente no arco do Floki (❤️) foi a mistura da mitologia nórdica com o cristianismo, de maneira sensata, equilibrada e totalmente dentro da trama. A série sempre teve essa coisa legal de levar pra vida dos personagens aquilo em que os vikings de verdade acreditavam. Isso resulta em altas visões, umas brisas muito loucas. Nos primeiros episódios rolou, inclusive, a adaptação de toda a história do julgamento e punição de Loki pra vida real dos personagens. E, uma vez que o cristianismo marcou presença no “reino” deles, características cristãs também aparecem de um jeito ou de outro.

    E, lógico, um dos pontos mais legais da série é que, querendo ou não, você aprende muito assistindo. Se vocês pesquisarem as construções utilizadas no primeiro ataque à Paris, vão perceber que a série retratou com muita fidelidade o que foi historicamente documentado. Vendo a série sem conhecer os detalhes da História, você aprende sem perceber. Agora, se você assistir a série já por dentro do que realmente aconteceu, tudo fica muito mais legal, porque você já sabe quem são esses personagens, porque eles são importantes e quão incríveis eles serão no futuro e a hype só aumenta para as próximas temporadas.

    Acho que a minha única ressalva sobre a série continua sendo a mesma desde o começo: o passar do tempo lá é muito complicado. Do nada meses se passaram e você não notou – a menos que você seja muito bom em estimar tempo passado com base no tamanho da barba das pessoas. Em Vikings não tem legenda com “três meses depois” ou coisa assim, não tem nem interrupção do raciocínio, então de vez em quando pode ficar confuso de acompanhar. Na dúvida: sempre passa muito tempo.

    Vikings nos preparou desde o começo para, eventualmente, nos despedirmos de personagens incríveis – porque as chances de todo mundo lá morrer de algum jeito horrível é quase tão grande quanto em Game of Thrones. Mas, não tem jeito: é sempre uma agonia e uma surpresa, principalmente se você não tem certeza se algo realmente aconteceu ou não (alô, cliffhangers gigantescos). Por outro lado, o desenvolvimento dos personagens é tão bom que a gente eventualmente aceita que eles precisam ir, e temos muita certeza de que pessoas ainda mais legais vão ficar para ocupar o lugar vago. Eles já estão abrindo terreno para cobrir as viagens de Bjorn para o Mar Mediterrâneo, que pode acontecer tanto na próxima temporada quanto daqui duas ou três. Eles eventualmente também cobrirão as aventuras dos outros filhos de Ragnar, e eu não consigo me conter de empolgação para que o Ivar comece a roubar a cena.

    E, como sempre, é muito importante falar sobre o emporedamento que a série representa. Vikings está repleto de mulheres incríveis e autossuficientes, uma mais fierce do que a outra e sem precisar apelar ou forçar a barra em momento algum. Embora a Lagertha tenha roubado (muito) a cena, não só nessa temporada como na série inteira, ela não está sozinha. Inclusive, uma outra personagem feminina está ganhando cada vez mais espaço, e passa por situações muito interessantes durante a temporada… Digamos apenas que ela sai de um relacionamento abusivo da maneira mais viking possível. Não tentem fazer isso em casa, mas que ela sirva de inspiração pra todo mundo que precise. E não acreditem que são apenas as mulheres nórdicas que são interessantes, as europeias também marcam presença (e a Gisla já ganhou um lugarzinho especial no meu coração).

    Esses não são, nem de longe, todos os motivos pelos quais você precisa assistir Vikings, mas eu espero que esse post pelo menos te deixe com uma pontinha de curiosidade para ver a série. Confia em mim que vale a pena! Me agradece depois, ou, se você já curte a série e viu a nova temporada, vem ser fã comigo nos comentários! hehehe.

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