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    O que Agosto me ensinou

    Agosto, mês do desgosto; mês do cachorro louco ou do que você quiser chamar. Nunca escondi de ninguém o meu ranço por esse mês.

    Ontem, conversando com um estranho em um bar longe de casa, nós dois chegamos à conclusão de que tudo o que tem para acontecer de errado no ano todo irá se concentrar em agosto. Foi assim comigo e foi assim com ele. Nada mais justo do que comemorar o fim de um mês terrível com um copo de cerveja gelada na mão, celebrando o fato de que, mais uma vez, nós sobrevivemos.

    Para nós, que moramos na internet, existe o BEDA e o Blog Day para tentar deixar agosto menos amargo. Infelizmente, esse ano eu precisei viver no mundo real, e provei todos os dissabores que ele tem a oferecer. Fui pra briga de peito aberto e com uma arma em cada mão, e agora Setembro tá aqui pra dar pra gente um tempo pra lamber as feridas e se preparar pra próxima.

    Em Agosto eu levei uma punhalada nas costas tão forte e inesperada que eu pensei que fosse me matar, mas não matou. E é como diz o velho ditado: o que não me mata é bom correr e correr bem rápido.

    Reprodução / Tumblr

    Curiosamente, Agosto dessa vez me deu um presente: tempo, muito tempo. Não era o presente que eu queria, mas Deus sabe que era o que eu mais precisava. Eu agora tenho tempo pra mim, tempo pra casa, tempo pra vocês. Tenho todo o tempo do mundo e ainda não sei ao certo o que fazer com ele, mas sei que nunca deitei a cabeça no travesseiro com a consciência tão limpa.

    Um dia, quem sabe, eu possa contar a história inteira pra vocês. Agosto mudou minha vida e mudou quem eu sou por dentro, e também mudou a forma como eu olho pras pessoas. Agosto me deixou uma cicatriz horrorosa e me fez sentir mais raiva do que eu pensei que coubesse em mim, mas também me deixou mais forte.

    Se eu aguentei Agosto, então eu aguento qualquer coisa.

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