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    Eu não estou sabendo lidar com o trailer de Ghost in the Shell

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    Eu adoraria começar esse post com coisas estilo “a internet só fala sobre isso”, “você com certeza já viu”, “ninguém consegue se segurar de emoção”… O que eu acredito que seriam coisas cabíveis de se dizer, se este aqui fosse um post sobre o trailer de A Bela e a Fera. Mas, honestamenteGhost in the Shell é muito mais legal.

    Eu também adoraria partir do princípio que todo mundo aqui sabe do que eu tô falando, mas eu sei que isso não é verdade – então eu tenho um papel ainda melhor, que é apresentar GITS pra vocês. Mas não se enganem! Eu posso parecer que sei muito do que tô falando, mas mesmo eu não consumi tudo o que há para consumir dessa franquia por aí.

    Mantendo o assunto simples: Ghost in the Shell é um mangá/anime bem antigo, que foi a inspiração direta dos produtores da Trilogia Matrix, assim como inspirou Westworld, a mais recente produção da HBO (que eu inclusive tô amando) e, basicamente, determinou o rumo que a ficção científica iria tomar. Não é exagero dizer que existe o ANTES de Ghost in the Shell e o DEPOIS. Caso isso ainda não seja o suficiente, GITS também determinou o rumo atual da sociologia e, por que não?, da psicologia também. Isso porque o anime apresentou o Stand Alone Complex, um fenômeno onde pessoas ao redor do mundo, sem contato direto umas com as outras, sem planejamento, simplesmente por estarem expostas às mesmas mídias, modas e tecnologias ao mesmo tempo, tomam a decisão de fazer exatamente a mesma coisa.

    Tipo como se, do nada, todo mundo ao redor do mundo achasse uma boa ideia sair vestido de palhaço assassino por aí, sem motivo aparente. Alguma coisa na tecnologia leva as pessoas a fazerem as mesmas coisas, e quanto mais essa coisa é exposta na mídia, mais as pessoas fazem, e ninguém realmente entende como ou por quê isso começou.

    Se vocês ainda não estiverem curiosos, pelo menos precisam admitir que Ghost in the Shell é uma parada importante.

    A produção de um filme de Ghost in the Shell chegou bem perto de quebrar a internet quando foi anunciada, principalmente quando disseram que a Scarlet Johansson faria a protagonista, a Major Motoko Kusanagi, o que resultou em toda aquela treta de enbranquecimento, ocidentalização e apropriação cultural que todo mundo parece tão disposto a discutir nos últimos dias. Eu vou confessar que, até o trailer ser lançado essa semana, eu estava MORTA de preocupação de o filme ser um lixo. Isso porque o anime tem todo um ponto de vista único sobre psiquê, nudez e corpo, que muito dificilmente seria possível reproduzir em filme.

    Veja bem: eu ainda não estou convencida de que o filme vai ser bom, mas se eles seguirem o estilo do trailer, então estamos no bom caminho. Eu AINDA estou confiante, mesmo depois de saber que eles inventaram um vilão novo pro filme. Isso foi um baque terrível no meu espírito, até eu descobrir que o vilão é inspirado no David Bowie.

    Eu vou guardar meus argumentos sobre todas as reclamações e mimimis que vi sobre o trailer pra resenha do filme, porque senão isso aqui vai ficar imenso. Mas é lógico que vocês podem trazer todos esses argumentos pros comentários, e aí sim a gente vai ter uma conversa legal.

    Por hora, fiquem com esse trailer que encheu meu coração de orgulho e otimismo. Eu espero que, depois desse post, vocês fiquem pelo menos um pouquinho ansiosos pra esse filme ser lançado.

    Ah, e se nada disso convenceu vocês, então saibam que a trilha sonora é Enjoy the Silence, do Depeche Mode. I rest my case.

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