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Eu vi: Rogue One – Uma História Star Wars (2016)

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Ano passado, eu fiz um post sobre a experiência incrível que foi ver Star Wars: The Force Awakens, no cinema. Ver o pessoal fantasiado, a fila gigantesca, pais super empolgados levando os filhos para verem a saga que fez parte da vida deles. Eu também comentei sobre o quão empolgada eu estava para voltar ao cinema em 2016 e nos anos seguintes, para ver todos os vários filmes da franquia que já estavam no forno.

E, como não poderia deixar de ser, em dezembro do ano passado (mais especificamente dia 25 de dezembro), lá estávamos nós no Pátio Higienópolis para ver Rogue One – e comprar aquele pote de pipoca bacaníssimo.

Rogue One – Uma História Star Wars é, como o próprio nome diz, uma história já contada. Mas também é muito mais do que isso. Absolutamente tudo a respeito deste filme é precioso, e eu aqui preciso me controlar para não simplesmente jogar as informações em cima de vocês. Respira fundo e vamos com calma.

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Pelo começo: sabe como aquela “falha” de design da Estrela da Morte virou piada interna entre os fãs dos filmes antigos? A maior arma de destruição e horror já construída que por acaso tinha um acesso desprotegido que terminava diretamente no reator, praticamente um botão de autodestruição bem escondido? Aqui ela finalmente é explicada, e eu te prometo que ninguém vai rir dessa história no final do filme.

Galen Erso (interpretado por Mads Mikkelsen, um dos meus atores favoritos, que deveria ter um lugar em todas as produções pra sempre) é um engenheiro como poucos, o único capaz de tornar realidade o pesadelo que é a Estrela da Morte. Quando o Império finalmente o localiza, tudo o que ele pode fazer é ir e esperar que sua filha fique em segurança.

Marcada pelo que ela caracteriza como traição, Jyn Erso não possui o perfil de uma heroína, e em nada lembra as mulheres icônicas que surgiram em Star Wars antes dela (ou depois, se considerarmos a timeline da história). Ela foi criada por um militante de guerra, mas se viu sozinha a maior parte de sua vida. Todo o extremismo a que foi exposta a deixou simplesmente desgostosa e até desinteressada pela realidade política da Galáxia, e isso contribui para que ela seja a líder mais inesperada da saga, e uma das mais valentes.

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Descobrir as reais intenções de seu pai acende algo até então desconhecido em sua vida: esperança. Esqueça a Força, que em Rogue One é praticamente uma lenda. Tudo no filme é movido pela esperança, principalmente porque este é o último recurso de todos eles neste momento em que o Império está praticamente invencível. E é se agarrando a esta pequena faísca de que as coisas talvez tenham uma solução que o grupo mais cativante e inusitado de Star Wars se reúne. Temos Bohdi Rook (interpretado por Riz Ahmed, um ator britânico de família muçulmana-paquistanesa), um piloto que trai o Império e foge com a mensagem holográfica de Galen para Jyn; Cassian Andor (interpretado pelo mexicano Diego Luna), um oficial da inteligência Rebelde incumbido de encontrar o engenheiro responsável pela Estrela da Morte; e os space husbands Chirrut Îmwe e Baze Malbus, um monge cego que tem plena fé na existência da Força e um mercenário rebelde que é tanto seu guarda-costas como seu melhor amigo (interpretados, respectivamente, pelos chineses Donnie Yen e Jiang Wen). Acho que ficou bem claro como a diversidade do elenco e dos próprios personagens é grande, e essa é uma das características mais marcantes do filme.

E a equipe é, logicamente, acompanhada por um robô. A bola da vez é K-2SO, um droid imperial reprogramado, o side-kick mecânico mais irônico e pronto pra ação que a franquia já viu.

Você fica na beirada da cadeira durante o filme inteiro, porque toda a trama tem os ares de uma missão impossível. E quem viu os filmes antigos sabe muito bem o que aconteceu com todos os envolvidos na missão para roubar a planta da Estrela da Morte.

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Rogue One é uma história sobre como heróis morrem, e o filme nos ensina que nenhuma batalha está perdida enquanto houver gente disposta a lutar. A esperança é o combustível dos rebeldes e dos loucos, e são esses loucos que salvam a Galáxia no final.

O filme também conta com pequenas aparições de velhos conhecidos (e muito queridos) personagens, inclusive com o que talvez seja a maior demonstração de poder de Darth Vader até agora, que aqui está em sua melhor forma de cão de guerra do Império.

O final de Rogue One abre caminho para o começo de Uma Nova Esperança, e o nome do filme nunca foi tão propício.

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12 Comentários

  • Responder Victor Hugo

    Belo comentário, claro e bem escrito. Eu tenho a trilha sonora em MP3 e não paro de ouvir a faixa “Your Father would be very proud”. Filme magnífico!

    1 de Fevereiro de 2017 às 13:23
    • Responder Marcela Fabreti

      Obrigada, Victor! Até botei a faixa pra tocar aqui depois de você ter falado, fiquei triste de tão boa que é.

      20 de Fevereiro de 2017 às 20:41
  • Responder KARINE

    lembrei daquela cena FODA do vader e até arrepiei aqui, esse filme foi maravilhoso DEMAIS ♥

    1 de Fevereiro de 2017 às 17:41
    • Responder Marcela Fabreti

      Dá até uma emoção só de lembrar né?
      Inclusive tá na hora de maratonar os filmes tudo de novo na ordem dos acontecimentos.

      20 de Fevereiro de 2017 às 20:43
  • Responder Mila

    Ainda não vi Rogue One, mas quando puder verei. Ele parece ser mais legal até que os filmes com os jedis. Afinal são todos gentes “normais”.
    Bjs

    http://achadosdamila.blogspot.com.br/2017/02/meu-instagram-de-toys.html

    4 de Fevereiro de 2017 às 22:40
    • Responder Marcela Fabreti

      Siiim!! Antes desse filme, pensar num Star Wars sem jedis beirava o absurdo, mas eles fizeram tudo de um jeito SENSACIONAL. Vale muito a pena ver!

      20 de Fevereiro de 2017 às 20:44
  • Responder Carla Vieira

    Uma das melhores resenhas que já li sobre o filme! Fiquei com mais vontade ainda de assistir, infelizmente, não assisti ainda!
    Beijos

    5 de Fevereiro de 2017 às 12:23
    • Responder Marcela Fabreti

      Eba! Muito obrigada, Carla ❤️ Assista assim que puder, porque é excelente!

      20 de Fevereiro de 2017 às 20:47
  • Responder Cristiane

    Oi Marcela! Tudo bem?

    Eu também vi Rogue One e achei demais! Confesso que a franquia Star Wars não tinha despertado meu interesse por causa do “hype” de sempre, aí consequentemente sempre tive preguiça. Isso até meu namorado me arrastar no cinema pra ver o filme, foi só assim para eu reconhecer que merecem todo o sucesso. O legal é que, apesar da cronologia toda ser um pouco confusa, eu consegui entender bem onde tudo se encaixava (mas já sabia um pouco da história toda). Agora tenho vontade de ver todos os outros os filmes! Enfim, eu amei os efeitos, o K-2SO, e principalmente o final ❤. Adorei a resenha!

    Beijos,
    Cris

    6 de Fevereiro de 2017 às 18:22
    • Responder Marcela Fabreti

      Hahaha, eu também só entrei no fandom de Star Wars por causa do namorado, lá no começo do namoro (junto com Poderoso Chefão, hehe). Estou morrendo de vontade de maratonar todos os filmes na ordem cronológica dos acontecimentos agora, na expectativa dos próximos filmes. Mas nossa, o final me deixou numa bad bem ruim, HAHAHAH.

      20 de Fevereiro de 2017 às 20:56
  • Responder Allan Yona

    Demais esse filme. Nos deixa ainda mais fascinados pelos Rebeldes, pois mostra mais alguns detalhes sobre a Aliança. E aquele finalzinho quando você começa a perceber a cena que está acontecendo… sem palavras! Vontade de sair pulando do cinema.

    7 de Fevereiro de 2017 às 07:03
    • Responder Marcela Fabreti

      – VONTADE DE SAIR PULANDO DO CINEMA – vou usar essa frase na minha vida, muito obrigada pela contribuição, HAHAHAHAH.
      Nossa, quando você se liga do que REALMENTE vai acontecer no final… que bad horrorosa que me deu, hahahaha.

      20 de Fevereiro de 2017 às 20:57

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