Acompanhe:
Filmes

#MaratonaOscar2017: Os melhores e os piores.

Reprodução

Se vocês sentiram minha falta nas redes sociais nos últimos dias, isso é porque eu estava enfiada em casa assistindo um dos indicados ao Oscar 2017 atrás do outro! (Agora, se você me segue no Twitter, você viu em primeira mão todos os comentários sobre quais filmes eu estava assistindo naquele presente momento).

A premiação do Oscar acontece hoje, dia 26, durante à noite. Eu nunca realmente assisti à premiação ao vivo, sou muito ansiosa e esse negócio passa muito tarde, então eu sempre preferi simplesmente conferir os vencedores no dia seguinte. Ainda que eu, teoricamente, ainda tenha todo o domingo para ver os filmes que faltam, eu decidi soltar meu post com os resultados dessa maratona agora no durante à tarde, e esperar para ver quão boa de palpite eu sou.

Estou realmente satisfeita com o meu desempenho nesse desafio. De todos os filmes que encontrei disponíveis em cinemas ou por métodos alternativos (pirataria é crime), eu só não consegui assistir 6. Infelizmente, alguns filmes (acho que 6 ou 7) não estão disponíveis em lugar algum, nem com reza braba. Mesmo assim, não deixei de conferir nenhum indicado aos prêmios principais. Super daria conta de apresentar a premiação aqui no BR, opinaria sobre tudo, MAS como não tem ninguém me pagando pra fazer isso, a gente opina aqui pelo blog mesmo. Confiram os melhores, os piores e quem eu acho que merece levar o carinha de ouro pra casa:

Os Melhores:

Land of Mine: Filme dinamarquês concorrendo à melhor filme estrangeiro. Ele é devastador do começo ao fim, e mexe com as emoções de quem está assistindo de uma maneira muito particular. O filme é lindo, é maravilhoso de verdade, e te parte o coração. Nós acompanhamos o dia-a-dia de 14 jovens soldados nazistas – quando eu digo jovens, eu quero dizer CRIANÇAS, os meninos com sorte têm 16 anos – que, ao fim da 2ª Guerra Mundial, servem como mão de obra escrava na costa dinamarquesa, desenterrando e desarmando as minas terrestres plantadas pelo exército alemão. Tudo nesse filme é sensível, impecável e desesperador. Se eu precisasse ilustrar a maneira como eu me senti enquanto assistia, eu diria que o emocional desse filme, pra mim, foi tão impactante quanto A Lista de Schindler. É o tipo de filme que você não consegue chorar porque está devastado demais pra esboçar reação.

Hacksaw Ridge: Concorrendo pra uma porrada de coisa, inclusive melhor filme e melhor ator pro queridinho Andrew Garfield, que está sensacional. O filme conta a história real de um jovem pacifista que se alistou para servir na 2ª Guerra Mundial como médico, absolutamente se recusando a pegar em armas durante todo o seu período no exército. Esse filme tem umas das melhores sequências de cena de guerra que eu já vi, e tudo é feito com um realismo ímpar. A história de Desmond é sensacional, e ele é uma figura extremamente importante para a história americana, e está realmente bem retratada neste filme.

Loving: Primeiramente, eu gostaria de dizer que ESTE FILME MERECIA MUITO MAIS. Ele está concorrendo apenas para melhor atriz pelo papel de Ruth Negga, e isso é muito, muito injusto. Ele conta a história real de um casal  que se casou em 1958, época em que o casamento inter-racial era proibido por lei no Estado da Virgínia. Eles enfrentaram a lei, o preconceito e todas as dificuldades para passar a vida juntos e construírem uma família. Mais tarde, tento o caso recebido pela Suprema Corte dos Estados Unidos (o que era basicamente impossível de acontecer), a história deles foi o que mudou as leis do Estado para permitir o casamento independente de raça ou cor.

Animais Noturnos: um filme tenso, violento, visceral e difícil de digerir… Do jeitinho que eu gosto. A narrativa alterna de maneira sensível entre a vida real e o livro escrito por Edward, inspirado em sua ex-esposa. O filme passa, de maneira impiedosa, a moral de que os fracos não têm vez, e Animais Noturnos foi a maneira que Edward encontrou de, ao mesmo tempo, punir-se por sua própria fraqueza e derrotá-la, colocando-a toda em seu protagonista e dando à ele um final, ao mesmo tempo, cruel e merecido. Você se sente sufocado do começo ao fim, e mesmo depois que o filme termina continua difícil respirar.

Blind Vaysha: me escutem com atenção nessa parte: ISSO AQUI É UMA OBRA DE ARTE. Concorrendo para melhor animação em curta metragem, Blind Vaysha conta, de uma maneira absurda de tão bonita (um negócio meio Van Gogh, meio Picasso, meio arte de cordel), a história de uma menina que via o passado com um olho e o futuro com outro, sendo cega para o presente. Em seis minutos, Blind Vaysha te impressiona, te emociona e te faz refletir bastante sobre a própria vida e sobre o mundo ao redor.

Os Piores:

La La Land: vocês não precisam concordar comigo nessa aqui, mas eu ODIEI a porcaria desse filme. Eu até ia fazer uma resenha, mas só a ideia me irritou tanto que eu deixei pra lá. Me entendam: eu amo musicais. Qualquer musical bem feito vai ganhar um espaço imenso no meu coração. La La Land é uma ofensa como musical, e como comédia romântica é bem ruinzinha. A atuação deles também não é lá essas coisas, e eu não consigo ir com a cara da Emma Stone (e aquelas caretas bizarras e desnecessárias dela). O enredo é fraco, as músicas não envolvem, a trama se atrapalha tentando harmonizar esse estilo Cadillacs com iPhones e não passando nem perto de acertar… Mas a direção é sensacional, e eles mandaram realmente bem no jogo de câmera. Pessoalmente, eu curti The Fools Who Dream e a participação de John Legend, mas City of Stars pode ir catar coquinho bem longe de mim. Eu vou ficar MUITO triste se eles saírem com todos os prêmios, porque tem produção muito melhor no páreo.

Moonlight: tô de coração partido escrevendo isso aqui. Eu estava MALUCA pra assistir Moonlight, que tinha todo o potencial de ser desses filmes que mudam a nossa vida. Infelizmente, eu me deparei com uma história linda que tem todo o potencial desperdiçado ao tentar abocanhar mais do que era capaz. São tantos temas importantes que eles tentam abordar (bullying, racismo, homossexualidade, abuso de drogas, alienação parental, boas e más influências na vida de uma criança…) que eles simplesmente não se aprofundaram em nada disso. Tivessem se focado em apenas um desses tópicos e deixado o resto como background e o resultado teria sido completamente diferente, mas o que a gente tem aqui é simplesmente algo que não dá pra se relacionar ou pra simpatizar com. O Mahersala Ali está brilhante no papel que resultou em sua indicação como melhor coadjuvante, teria sido muito legal se ele não tivesse desaparecido de repente da história e nunca mais voltado.

A Tartaruga Vermelhaessa produção francesa carregar o selo do Studio Ghibli é UMA OFENSA. Caso você tenha se animado com essa co-produção com os reis da animação japonesa, eu vou logo te avisando que isso aqui não tem NADA de Ghibli. Inclusive eles não aprenderam nada com as animações realmente boas como Princesa Mononoke. Eu tenho tanta raiva dessa animação que minha vontade é simplesmente contar a história inteira e apontar cada um dos problemas dela, mas eu não vou fazer isso por motivos de spoiler. Se algum dia você trombar comigo na rua, pergunte o que eu achei sobre isso e esteja preparado para ouvir muitos palavrões repetidamente.

O Apartamento: não é um filme ruim, mas os iranianos possuem uma visão de mundo muito diferente da nossa, que torna as decisões tomadas no filme simplesmente bizarras. Não é bem um filme sobre violência, ou um filme sobre vingança, ou um filme sobre superação dos traumas. Em vários momentos a minha vontade foi sacudir a mulher bem forte para ela decidir de uma vez o que queria ou como queria ser tratada, e no final do filme a minha vontade foi sacudir o marido, porque nenhuma decisão que ele tomou fez o menor sentido pra alguém como eu. Mais uma vez: não é um filme ruim, as coisas só não acontecem como a gente espera. Imagino que para eles o que aconteceu ali faça mais sentido.

O Lagosta: na real eu gostei bastante desse filme, mas… O que diabos está acontecendo aqui?

Mais do que conhecer filmes novos bons e ruins e assistir documentários (que é algo que eu não tinha o costume de fazer), eu gostei muito de maratonar os filmes do Oscar para entender o momento político e social de Hollywood, que, quem sabe, será retratado também nas premiações. Eu estou bastante ansiosa, mesmo não pretendendo assistir ao vivo, e espero que os escolhidos não me desapontem, porque eu vi um potencial imenso em vários dos indicados. E, pra quem está se perguntando: sim! Eu pretendo transformar a maratona do Oscar em uma tradição na minha vida, só espero ter tempo para isso!

Me contem nos comentários os mais e os menos de vocês para o Oscar 2017, quero saber quais vocês viram e o que acharam!

Compartilhe:
Comente:
Post Anterior Próximo Post

Você também pode gostar de:

8 Comentários

  • Responder cintia de melo

    Eu falhei com a maratona =(( mas ainda estão nos planos haha
    Tbm não me surpreendi muito com Moonlight, mas miga, me apaixonei e MUITO por la la land, mas isso é legal pra gente ve que as pessoas realmente não precisam amar as mesmas coisas não é mesmo?
    que venha o oscar
    beijos

    26 de Fevereiro de 2017 às 19:27
    • Responder Marcela Fabreti

      Eu adorei essa maratona, virou tradição anual pra mim com certeza! Só espero melhorar minha habilidade de palpitar os vencedores, porque nesse último eu fui uma desgraça, HAHAHA.

      14 de Maio de 2017 às 17:54
  • Responder Katarina Holanda

    Adorei os que tu escolhei pra melhores. ♥ Mas também amei Moonlight, The Lobster e La La Land que tão nos piores, hahaha. Fire at Sea e Tanna são as piores coisas desse Oscar pra mim.

    27 de Fevereiro de 2017 às 15:56
    • Responder Marcela Fabreti

      Fire at Sea foi um dos piores filmes que eu já vi na vida, ele não fala nada sobre nada! E não sei qual dos estrangeiros foi o que eu menos gostei, se Tanna ou se Toni Erdmann, que pra mim também foi péssimo! E eu AINDA não sei como eu me sinto a respeito de The Lobster, hahaha.

      14 de Maio de 2017 às 17:46
  • Responder Duds

    Muito legais as suas opiniões, e bem diferentes da maioria que li sobre os indicados. Infelizmente não assisti a nenhum dos filmes ._. Fiquei muito curiosa por A Land of Mine e Loving, e realmente não tinha quase ouvido falar deles. Acho que tu foste a única pessoa que odiou La La Land hehehehe

    27 de Fevereiro de 2017 às 23:07
    • Responder Marcela Fabreti

      Felizmente eu encontrei várias pessoas que também odiaram La La Land, aí eu não me senti sozinha, HAHAHAHAHAHA. Agora, Loving e A Land of Mine são recomendações que eu levo pra vida inteira, são filmes MARAVILHOSOS que eu acho que todo mundo deveria ver!

      14 de Maio de 2017 às 17:53
  • Responder Bruna Santos

    Eu amei Loving e Animais Noturnos – realmente, Loving merecia MUITO mais. Esse filme é fantástico e me tocou muito. Quero assistir Land of Mine ainda! Eu não achei La La Land ruim, mas foi um dos que menos gostei – e achei o hype um pouco exagerado em cima dele. Mas preciso discordar sobre Moonlight, foi um dos que mais gostei, achei extremamente digna a premiação e gostei da forma como foi conduzida. E O Lagosta é um filme surreal por conseguir trazer um roteiro distópico totalmente diferente do que estamos acostumados, fugindo a essa vibe Jogos Vorazes que é só o que se vê em sci-fi atuais :T
    beijo,
    http://www.chanelfakeblog.com

    20 de Março de 2017 às 20:28
    • Responder Marcela Fabreti

      Nossa, esses dois são tão maravilhosos que só de lembrar me dá até um arrepio. De O Lagosta eu gostei, mas até agora não sei bem como eu me sinto sobre ele, é um filme que eu realmente não consigo formar opinião sobre. Mas com certeza divergiu muito dos sci-fi distópicos atuais, o que eu concordo que é um ponto super positivo!

      14 de Maio de 2017 às 17:56

    Deixe uma Resposta