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Eu Vi: A Chegada (2016)

Se podemos definir Hollywood recentemente em apenas uma palavra, nostálgica seria a escolha certa.

Em um período de hiper-produções de ação e refilmagens de clássicos, não é incomum pensarmos em filmes de alien como algo trash, old ou como um terror meio esquisito. Lembramos na hora de naves espaciais rápidas e circulares, ETs com aparência humanoide e com o objetivo de conquistar a raça humana – uma ameaça à nossa supremacia.

E eu tenho um enorme prazer em dizer que “A Chegada” não tem nada a ver com isso.

Reprodução

Tudo começa quando, do dia para a noite, doze naves interplanetárias aterrissam em diferentes pontos da Terra. Elas em nada lembram as naves dos filmes antigos e dos desenhos animados e, durante dias, nada acontece.

Diante da ausência de ataques, ameaças, raios laser e abduções para experiências malignas, a raça humana começa a ficar inquieta. Sabendo apenas que o exército de cada país está trabalhando 24h para descobrir o que os estranhos visitantes querem, a imaginação fértil do homem comum acaba sempre resultando em tragédia. E em guerra.

Fora desse cenário está a Dra. Louise Banks, nome de maior influência em linguística e tradução nos Estados Unidos. Ela, juntamente com o físico Ian Donnelly, são convocados pelo exército americano para liderar uma equipe para dentro de uma das espaçonaves, onde criaturas além da compreensão humana os esperam.

Reprodução – Tumblr

A primeira questão que merece destaque no filme é a aparência dos alienígenas. Já estava mais que na hora de abandonarmos a ideia de um design humanizado. Aqui, as criaturas são semelhantes à animais aquáticos, cheios de tentáculos e com um quê Lovecraftiano. Outro clichê que o filme vence é o de que nossos visitantes de outro planeta já chegariam aqui entendendo nosso idioma, ou com alguma maneira sci-fi/mágica de traduzir o que dizemos em tempo real. O ponto central do filme é a comunicação.

Nós buscamos, o tempo todo, uma desculpa para dispararmos o primeiro tiro. Qualquer coisa que as criaturas façam nos faz crer que estamos condenados. Apesar de nenhuma ameaça ter sido confirmada, há revoltas, protestos e violência nas ruas. Estranhas igrejas surgem em cima do acontecimento e terminam em suicídios coletivos; pessoas como eu e você de repente desejam pegar em armas para proteger o território.

Enquanto isso, Louise estuda o idioma dos extraterrestres, e lhes ensina inglês como quem ensina a uma criança. A forma como eles se comunicam é diferente de tudo o que ela já viu antes, então muito é preciso antes que seja possível perguntar se eles vieram em paz.

Reprodução / Tumblr

A superioridade tecnológica e intelectual dos alienígenas é inquestionável, e Louise fica absolutamente imersa em seus símbolos. Como resultado, ela começa a ter misteriosos sonhos, e distinguir o real do imaginário fica mais difícil. Ela sabe, lá no fundo, que suas visões possuem significado, mas ela ainda não sabe dizer qual é.

O final do filme responde as perguntas que fez, mas, como toda ficção científica, levanta ainda mais. A trama é ousada, talvez tanto quanto Interestelar, e as entrelinhas de A Chegada se aproximam um pouquinho da obra-prima de Chris Nolan, juntamente com a fotografia e a trilha sonora, que transforma algumas cenas em verdadeiros espetáculos. A trama se desenrola de uma forma inesperada, como achar que já conhecemos todos os detalhes de uma imagem, só para descobrir que ela, na verdade, era apenas uma pequena parte de algo muito maior. É inevitável que nos perguntemos o quanto mudaríamos em nossas próprias vidas, se soubéssemos as consequências das decisões que tomamos hoje. E a força de Louise Banks é indiscutível, sendo ela própria um dos pontos fortes do filme.

Reprodução / Tumblr

Para mim, o maior ponto fraco do filme foi a imagem passada dos outros países. Esqueça os aliens, vamos fazer com que os vilões sejam a China e a Rússia, porque isso é realmente original. Um único general é responsável por todas as tomadas de decisões do governo Chinês, não importa quão erradas e até absurdas elas sejam, e oh meu Deus os russos mataram um dos próprios pesquisadores a terra do Tio Sam nunca faria isso. Claramente, os americanos atuam como os emissários da paz, unindo todos os países quando isso parecia impossível. Não convence ninguém, dá até vergonha de terem tentado, mas a gente se esforça pra relevar.

A Chegada é um filme ideal para ver acompanhado, e é desses que vira um assunto longo numa mesa de bar ou durante um café. Reúna os amigos, assista o filme e depois venha aqui me contar o que achou.

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34 Comentários

  • Responder Mareska

    Eu nem tinha ido atrás de saber sobre o filme, mas agora deu até vontade de assistir! Parece ter uma pegada diferente dos filmes com/sobre aliens que eu vi até hoje.

    18 de Janeiro de 2017 às 02:52
    • Responder Marcela Fabreti

      Olha, eu acho que vai ter sim! Tive essa impressão quando vi, o filme inova bastante no tema! Espero que, daqui pra frente, os próximos filmes de ficção aproveitem essa iniciativa sensacional que A Chegada teve!

      22 de Janeiro de 2017 às 17:43
  • Responder cintia de melo

    Eu amo as suas resenhas, serio! hahahha
    Uma das coisas que achei legal e que o filme passa, é a ideia de que ” cara, se a gente não se unir como planeta tudo isso aqui um dia vai acabar”

    Concordei com cada linha sua, e acho que ta na hora da Amy ganhar um prêmio

    18 de Janeiro de 2017 às 22:07
    • Responder Marcela Fabreti

      Nhaw, obrigada amiga ❤️ E sim! Eu também curti muito essa mensagem de união que o filme passa – apesar de que às vezes a gente precisa dar uns tapas na cara da pessoa pra ela parar de brigar e trabalhar junto né (c/c China). E SIM, alguém joga um Oscar nessa mulher pelo amor de deus.

      22 de Janeiro de 2017 às 17:52
  • Responder Jade Amorim

    Eu vi o trailer desse filme antes de ver Star Wars e fiquei morrendo de vontade de assistir. Realmente pareceu muito interessante e com sua resenha estou mais afim ainda de ver, já anotando o nome na minha listinha de filmes para assistir (porque eu preciso anotar, já que NUNCA lembro dos filmes porque tenho séries demais na vida).
    Sobre a necessidade dos filmes norteamericanos de engrandecer a américa: zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz.

    Beijos.

    19 de Janeiro de 2017 às 10:45
    • Responder Marcela Fabreti

      Menina, eu sou assim também. Pra eu lembrar do filme ele tem que causar um impacto MUITO GRANDE em mim, senão eu só lembro de algum detalhe que claramente não me ajuda em nada, tipo uma cena do trailer ou a cara de um dos atores (lembrar o nome já é outra história, hahaha).
      E olha, se prepara, porque a esmagadora maioria dos filmes indicados ao Oscar esse ano são tudo GOD SAVE AMERICA. A maioria dos filmes passam essa mensagem de como os EUA é legal, do bem, de como eles na verdade não são racistas, machistas, agressivos… Dá até sono.

      5 de Fevereiro de 2017 às 15:38
  • Responder Alleson Coffran

    Num entendi nd desse filme até hoje! kkk e olha q eu fui ver críticas, mas o povo explicou, explicou e eu continuei sem entender.

    19 de Janeiro de 2017 às 17:17
    • Responder Marcela Fabreti

      HAHAHAHAHAHAHAH calma, acontece. Assiste de novo quando tiver vontade!

      5 de Fevereiro de 2017 às 15:41
  • Responder Raissa

    É bem o tipo de filme que eu gosto! Como eu não fiquei sabendo dele antes??? :O
    Esse quero assistir junto com o marido, outro que adora o gênero.

    Resenha muito bem escrita, além de o blog ser lindo <3

    20 de Janeiro de 2017 às 12:40
    • Responder Marcela Fabreti

      Eba! Muito obrigada! Espero que vocês dois gostem do filme. ❤️

      5 de Fevereiro de 2017 às 15:41
  • Responder Victória Villaça Felet

    Estou com esse filme parado aqui no computador faz um tempo e acho que irei vê-lo esse fim de semana! Admito que sua crítica me deu (muito) ânimo, pois havia lido vários comentários ruins. 🙁 Estou realmente empolgada para assistir, espero não me decepcionar. “Interestelar” é um dos filmes favoritos de todos os tempos. hahaha

    Beijos,
    http://victoriafelet.blogspot.com.br

    20 de Janeiro de 2017 às 12:52
    • Responder Marcela Fabreti

      Fico feliz que a resenha tenha te deixado animada! Espero que você goste do filme. ❤️ Eu também amei demais Interestelar, foi desses filmes que a galera aplaudiu no meio do cinema quando terminou, HAHAHA.

      5 de Fevereiro de 2017 às 15:43
  • Responder Daniele Yui

    Eu assistir este filme com meu marido, achei um pouco maçante umas horas, mas eu gostei da mensagem deixada no final. Muito bom mesmo! Bjo!

    http://www.pandapixels.com.br

    20 de Janeiro de 2017 às 14:26
    • Responder Marcela Fabreti

      O desenvolvimento dele é meio lento, né? Mas fico feliz que tenha gostado! 😀

      5 de Fevereiro de 2017 às 15:43
  • Responder Mila

    Marcela, assim que assisti conversaremos sobre ele. Acho que ele deve ter uma pegada diferente mesmo como vc falou. Tô curiosa para ver, ele chama a atenção…
    Bjs

    http://www.achadosdamila.com.br
    Fanpage – Achados da Mila

    21 de Janeiro de 2017 às 00:06
  • Responder Katarina Holanda

    Amei a resenha, Marcela! Eu concordo em relação a esse ponto fraco. E pra mim o fato de nós não conseguirmos nos comunicar (entre nós) enquanto ela conseguia com os aliens é algo muito mais profundo do que os dramas pessoais da personagem de Amy. Que embora muito importantes pra narrativa, nada mudariam com a solução. Amei demais o visual do filme, exceto pelo cabelo de CGI, hahaha.

    21 de Janeiro de 2017 às 10:32
    • Responder Marcela Fabreti

      Sim né? No fim do dia, esse filme é muito mais sobre a nossa teimosia e cabeça-dura do que sobre uma visita extraterrestre.
      Curiosamente, conforme eu fui vendo mais filmes da lista do Oscar, eu fui percebendo esse padrão que tentou “justificar” esse defeito do filme: a grande maioria dos candidatos desse ano focam nessa ideia de que os EUA são e sempre foram um lugar justo e pacífico, sem espaço para violência, racismo, machismo, a coisa toda. Pra mim isso é um porre, mas né, política.

      5 de Fevereiro de 2017 às 15:51
  • Responder Ana Letícia

    Olá, tudo bem? Ainda não assisti, porém sua resenha me deixou bastante curiosa para ver-lo. É legal o fato deles tentarem resolver o problema com dialogo, em vez de começar uma guerra, mas convenhamos, como você disse no final do post, é um pouco difícil imaginar EUA agindo a favor da paz.

    Tchau e até logo.

    21 de Janeiro de 2017 às 18:10
    • Responder Marcela Fabreti

      SIM, NÉ? Geralmente são eles que começam tacando pedra nos outros. Mas o cinema americano tá se esforçando muito pra passar uma imagem pacifista do país nos últimos tempos. Mesmo assim o filme é ótimo, eu espero que você goste! ❤️

      5 de Fevereiro de 2017 às 15:57
  • Responder Divana

    Eu tenho uma enorme, gigante vontade de assistir a esse filme! Coisas assim me fascinam, me fazem querer conhecer mais e mais coisas diferentes!
    Minha expectativa está muito alta… Não vou me decepcionar. Você me passou uma visão muito positiva do filme, e pelo que li tem alguma relação com o tempo, certo? Me lembro de Lucy, que é outro filmaço.

    21 de Janeiro de 2017 às 18:20
    • Responder Marcela Fabreti

      Que bom que você gostou do texto! Espero que o filme não te decepcione. ❤️ Eu gostei de Lucy, mas achei bastaaante viajado, até mais do que eu esperava! hahaha

      5 de Fevereiro de 2017 às 15:58
  • Responder Clayci

    Eu ainda não falei desse filme no blog, mas vc conseguiu resumir bem o que eu achei.
    Eu gostei muitooooo apesar de achar a história – sinopse – muito parecido com a 5 onda.
    Nem tanto o filme, pq a 5 onda foi uma bosta.. mas no livro, nós temos uma narrativa que lembra muito a chegada. hahah

    22 de Janeiro de 2017 às 17:31
    • Responder Marcela Fabreti

      Sério? Olha, ~não sou capaz de opinar~, porque quando vi o flop gigantesco que foi o filme, nem corri atrás do livro. O máximo que eu vi a respeito foi a sua resenha, haha. Confesso que depois dessa até bateu a curiosidade sobre a história do livro.
      A Chegada foi inspirado acho que em um conto, fiquei afim de ler esse aí também, principalmente pra comparar.

      5 de Fevereiro de 2017 às 16:07
  • Responder Isabele de Paula

    Eu to me coçando pra assistir a esse filme. Não consegui ir ao cinema pra vê-lo e agora tenho que esperar.
    Adorei sua resenha do filme. E nem tão cedo deixaremos de ver China/Russia como antagonistas.

    22 de Janeiro de 2017 às 18:51
    • Responder Marcela Fabreti

      Verdade né? Principalmente agora que os EUA estão tão preocupados em aparecer como os bons moços o tempo todo. 🙁 Espero que você goste do filme quando ver!

      5 de Fevereiro de 2017 às 16:09
  • Responder Jade Torres

    Você fez uma ótima critica, sério. O negocio é que eu achei isso negativo e vou explicar um pouquinho o porque.
    É um filme sobre um dicionário dos cthulhuzão, e o que me irrita(num bom sentido) é: essa é a melhor parte. Fica mais do que a metade do filme ensinando e aprendendo sobre os cthulhu, foi um plot muito bem explicado e interessante… para dai ser usado na personagem mais sem sal do filme, até eu sair do cinema eu tava nem ai para o que acontecia na vida da linguista, eu não me importo com o que vai acontecer na vida dessa pessoa, nem com a filha dela, nem com o destino do seu casamento. O que me chamava atenção sobre a linguista era realmente o fato dela ser uma linguista, não com a sua vida pessoal e para mim foi um desperdício de plot. Esse plot tinha potencial de ser algo majestoso, sobre varias pessoas ou sobre o destino da terra (mais especificamente) ou o destino de outras coisas que afetariam mais pessoas que só ela (que foi a parte boa que eu achei do filme, o desfecho em dialogo).
    Sobre a China e a Russia, não esperava nada diferente, é quase uma parte obrigatória dos filmes sobre guerra, dá ate preguiça.
    Sobre a parte tecnica do filme, achei lindo, trilha sonora diferentona (e irritante ao mesmo tempo, não sei se num bom ou mal sentido).
    Assisti com 3 amigos, no geral eu sou a primeira a comentar assim que sai do cinema, mas dessa vez fiquei quieta porque tinha lido muitas criticas positivas e queria saber o que eles achavam (porque como pode ver, eu sempre sou a chata do rolê que critica o filme) e por incrível de pareça meu primo e meu namorado viraram pra mim e falou:
    que porra é essa que eu acabei de assistir?
    eu: num bom ou mau sentido?
    eles: não sei… acho que mau? (meu namorado: odiei a trilha sonora)
    eu: um filme sobre dicionário, quem diria, não é mesmo?
    meu primo: vocês também acharam que esse filme não tinha acabado?
    eu : ……..sim, ta faltando algo… mas a historia ta toda lá, estranho isso, né?

    22 de Janeiro de 2017 às 22:07
    • Responder Marcela Fabreti

      Hahahaha, bom, não dá pra agradar a todos. Eu curti a forma como eles mostraram as questões da vida pessoal dela, principalmente porque isso foi mega importante pra mostrar o poder dos aliens. Se ela não tivesse aquelas visões sobre a filha e o marido/divórcio, ela não entenderia o que os aliens estavam oferecendo pra raça humana.
      Mas “dicionário dos chutlhuzão” foi instant like. HAHAHAHAHAHAHA

      5 de Fevereiro de 2017 às 16:28
  • Responder KARINE

    bem que a cí já tinha me dito que suas resenhas são maravilhosas! amei, cela <3 foi pra minha listinha de filmes pra assistir esse ano.

    24 de Janeiro de 2017 às 02:36
    • Responder Marcela Fabreti

      Yay! Que bom que gostou ❤️ Depois me fala o que achou do filme. 🙂

      5 de Fevereiro de 2017 às 16:33
  • Responder Mia

    Eu tô louca pra ver esse filme desde que soube que o estavam filmando! Achei – pelo trailer e sua resenha – a abordagem dele bem diferente e tô mega empolgada pra conferir tudo. Mas, claro, não é surpresa colocarem os EUA como o herói e Rússia e China como vilões. 🙁 Infelizmente, ainda hoje os filmes caem nesses clichês políticos. Mas espero que não seja nada que atrapalhe a história.

    ;*

    25 de Janeiro de 2017 às 10:46
    • Responder Marcela Fabreti

      Não achei que atrapalhou não, viu? Mas não deixa de ser uma fraqueza bem grande do filme, porque tá bom que alguém aqui vai acreditar que eles são os pacifistas, né? HAHAHA Mas é um sci-fi muito bom, eu espero que você goste!

      5 de Fevereiro de 2017 às 16:34
  • Responder Mila

    Ma, eu vi o filme e achei muito bom. Deixa a gente curioso do inicio ao fim! Eu finalmente entendi o filme, mas fiquei curiosa com o daqui a 3mil anos!!!
    Bjs

    30 de Janeiro de 2017 às 20:21
    • Responder Marcela Fabreti

      Hahaha, também estou curiosa para saber por que eles precisarão da nossa ajuda!

      5 de Fevereiro de 2017 às 16:40
  • Responder Nathalí

    Esse filme é muito sensacional. Meu preferido ate agora. Pra mim nao teve ponto negativo pois ate entao nao tinha pensado como voce na questão da China e Russia, eu so fiquei tipo: pq cargas d’agua a China é a vilã? Mas ok. Mas olha, maravilhoso, fotografia, efeitos sonoros e toda a trama em si. Sou canceriana, entao quando eu gosto eu me apaixono, e nesse caso, apaixonei no filme, assim como interestelar. É como você disse, é o tipo de filme que rende uma puta conversa. Adorei.

    3 de Março de 2017 às 20:10
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