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Unravel

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Reprodução / Unravel

Pode parar de procurar: Unravel é o jogo mais delicado, querido e adorável que você vai ver em muito tempo.

Pra mim é até difícil começar a falar sobre este jogo sem ficar sentimental. Foi tudo feito com tanto amor, com tanta dedicação, com tanta sinceridade… Você termina o jogo não só com uma história maravilhosa, mas já considerando toda a equipe e o estúdio como grandes amigos. Os caras em questão são do Coldwood Interactive, um estúdio sueco de pequeno porte que, eu não tenho dúvidas, colocou a alma, o coração e tudo que há de bom no desenvolvimento deste jogo, lançado em fevereiro de 2016.

O jogo se passa na casa e nas memórias de uma solitária senhora de idade, que vive afastada da família em uma pequena cidade do interior. Yarny é uma pequena criaturinha feita de lã vermelha enrolada, que apesar de não ter raça definida, pra mim realmente parece um gatinho, o que é só mais um motivo para já amar esse jogo sinceramente. Ele explora os arredores da casa e as memórias mais importantes da senhora usando o próprio corpo, construindo pontes, puxando objetos e balançando-se na própria lã, que esgota conforme ele avança. Felizmente, qualquer pedaço de linha abandonado por aí é suficiente para reconstruir seu pequeno corpo – e há muita lã vermelha espalhada por onde ele anda.

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O jogo é inteiro baseado em puzzles simples, porém criativos e bastante inteligentes, de forma que pessoas de todas as idades são capazes de jogar e se divertir bastante. A jogabilidade é realmente boa e a física é excelente. A trilha sonora é absolutamente maravilhosa, toda instrumental e que contribui muito para as sensações que o jogo trás.

O objetivo de Yarny é passar pelas quatro estações (do ano e da vida de sua criadora, indo das memórias mais queridas para as mais trágicas), recuperando mementos perdidos do álbum de fotos da senhora – e, com eles, recuperando não só as memórias em si, mas também as lições que cada aventura a ensinou. Conforme as fotografias aparecem, descobrimos um pouco mais sobre como era a vida dela antes, e o que aconteceu para que ela ficasse ali sozinha.

As fases são bastante intuitivas, e tudo ao redor é simplesmente tão bonito. Não existe estar de mau-humor enquanto joga Unravel, é simplesmente impossível. No entanto, por mais adorável que seja, um animalzinho de lã pode ter muitos inimigos e predadores – como corvos, caranguejos, baratas e máquinas. Ainda que o jogo não tenha nenhuma luta, não dá pra negar que nosso pequeno amiguinho vê bastante ação por onde passa. E, não se enganem, a gente morre muito nesse jogo, principalmente se o Yarny cair na água e não conseguir sair a tempo.

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O jogo é rápido, e pode ser zerado com qualquer coisa entre seis e nove horas de jogo (o que significa que dá pra jogar tudo em um fim de semana preguiçoso).

O nível de dificuldade não aumenta conforme o avançar dos níveis, mas você percebe que algo na atmosfera fica gradualmente mais sombrio conforme o inverno se aproxima.

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A determinação do Yarny, que é o herói mais frágil e improvável possível, é emocionante de verdade. Ele é criativo e insistente, e usa tudo o que estiver a seu alcance para continuar avançando. Inclusive, esse é outro ponto muito positivo do jogo: se existe um elemento no cenário, então você definitivamente vai utilizá-lo. Eu simplesmente amo quando isso acontece, porque mostra que cada detalhe do cenário foi pensado com um propósito e que ele, além de bonito, é funcional e essencial para o desenvolvimento do jogo.

O último nível, que se passa de um momento de extrema dor para a senhora e, portanto, no auge do inverno sueco é simplesmente angustiante. Você fica impressionado de ver o quanto uma criaturinha feita de nada além de lã enrolada é capaz de demonstrar tanto sentimento, tanta força e tem um coração tão maior do que o próprio corpinho.

Unravel é um jogo sobre sacrifício, sobre dar tudo de si para fazer alguém importante feliz. Acima de tudo, Yarny nos ensina a importância das coisas pequenas, agindo como o laço de reúne uma família inteira.

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Eu terminei o jogo chorando muito, muito mesmo. Deixei o coitado do Poe desesperado, pulando em cima de mim pra me fazer parar de chorar (o Euclides nem dá mais bola, porque ele sabe que eu só jogo jogo desgraçado que me faz chorar no fim). Hoje, só o que eu sinto pelo jogo é gratidão, e o desejo de poder jogar de novo pela primeira vez.

E, sem querer bater muito na mesma tecla, a equipe que desenvolveu o jogo é tão amor que eles mantêm o Twitter e o Instagram do jogo atualizados, sempre com fotos adoráveis das aventuras do Yarny no mundo real.

Um dos desenvolvedores, inclusive, publicou um DIY para fazer o seu próprio Yarny! Eu achei isso tão incrível que com certeza quero fazer o meu (e de preferência deixar bem longe do Poe).

Eu não tenho ressalvas na hora de recomendar esse jogo. Acho que o único público que não gostaria é aquele que vive na base de jogos de tiro e não tem paciência/coração para jogos indie fantásticos como esse. Para todos os outros, o meu único conselho é: JOGUEM, porque realmente não dá pra se arrepender.

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7 Comentários

  • Responder Victoria Dantas

    Eu ainda não conhecia esse jogo, fiquei encantada com tudo de bom que você falou sobre ele. Queria mesmo poder jogar, sou apaixonada por coisas que são um amorzinho assim e que mexam com meu interior completamente. Possivelmente eu iria chorar também se fosse jogar, ser sensível tem dessas haha Esse jogo é pra computador ou vídeo game? Beijinhos <3

    31 de julho de 2016 às 16:23
  • Responder Dai Castro

    Que joguinho mais amor! Acho que deve ser bem divertido passar por essas fases cheias de puzzle, mas, o que mais me chamou a atenção foi a história que esse bonequinho de lã vai contar! Adorei essa dica de game! Beijos! 🙂
    Colorindo Nuvens

    1 de agosto de 2016 às 22:22
  • Responder Milena Schabat

    Quando eu vi que o post era sobre jogo eu já ia passar porque, sinceramente, é um dos posts que eu menos gosto de ler, mas resolvi ler pelo menos um parágrafo e, MEU DEUS, quero esse jogo já!!! Que fofura, que amor, que tudo <3

    Abraço,
    milenaschabat.blogspot.com

    1 de agosto de 2016 às 22:22
  • Responder Marcela Fabreti de Oliveira

    Oi Vic! Tem pras duas plataformas, tanto pra console (PS4 e Xbox One) quanto pra PC (não tem na Steam, mas dá pra comprar pelo Origins). E eu te entendo perfeitamente! Só curto jogos que me envolvam MUITO e mexam com o meu coraçãozinho, hahaha.

    2 de agosto de 2016 às 02:31
  • Responder Marcela Fabreti de Oliveira

    Hihihih, né por nada não, mas por aqui só rola jogo amorzinho que nem esse 😀 E Mass Effect, muito Mass Effect, HAHAHA mas eu sou doida por jogos indies fofinhos e bonitos, então acaba sendo praticamente a única coisa que eu jogo! Fico feliz que tenha gostado! <3

    2 de agosto de 2016 às 02:41
  • Responder Marcela Fabreti de Oliveira

    Que bom que você gostou! Se apega na dica porque vale muito a pena, pode confiar!! 😀

    2 de agosto de 2016 às 02:41
  • Responder Clayci

    SOFRA COM O TÉRMINO..

    http://www.saidaminhalente.com

    3 de agosto de 2016 às 21:10
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