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Introduzindo o Projeto Lendo Sandman e correndo atrás do atraso!

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Em março desse ano o blog (queridíssimo) Pipoca Musical deu início ao lindo, maravilhoso, incrível, FENOMENAL projeto de leitura Lendo Sandman. Não lembro bem se foi em dezembro ou em janeiro que eles primeiro divulgaram o projeto – lembro que foi na mesma época em que o Euclides me fez prometer não me enfiar em mais nenhum projeto que demandasse muito tempo e posts agendados até o fim do semestre (principalmente porque Os Miseráveis segue estacionado na minha mesa e avança só durante alguns fins de semana). Mas até ele precisou admitir que #LendoSandman era algo bom demais pra deixar passar.

Infelizmente, o projeto teve início em março, durante a época da primeira bateria de provas da faculdade, de forma que eu fui obrigada a atrasar a leitura. Maio também é um mês bastante corrido, mas minha ideia é me organizar com as resenhas e me adiantar bastante com a releitura (essa parte já está em andamento, hehe). E lançar um post por semana do Projeto durante o mês inteiro, até conseguir ficar em dia. Será que eu consigo? Me desejem sorte!

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Cada capa é uma obra de arte por si só. Enquanto a imagem do meio é uma pintura gigantesca, os detalhes da lateral são objetos reais posicionados em estantes, e o conjunto final é fotografado e editado para virar isso aí que vocês estão vendo.

A história de Sandman começa com Prelúdios e Noturnos, de forma bastante diferente do que vai se tornando. Parece que a ideia inicial era que Neil Gaiman criasse um quadrinho de terror envolvendo super-heróis. No entanto, o ambiente da história definiu seu caminho, e ouso dizer que tornou-se exatamente o que deveria se tornar desde o início.

Tudo começa quando uma seita de autoproclamados bruxos finalmente coleta todos os materiais necessários para performar um ousado ritual com  o objetivo de capturar e escravizar a Morte, acreditando que assim conseguiriam tanto a imortalidade quanto o comando da vida de seus inimigos. No entanto, algo dá errado, e ainda que Magus não saiba exatamente quem ou o quê é o homem extremamente pálido e de olhos que imitam o céu noturno preso em seu círculo mágico, ele sabe que não aprisionou quem queria.

Durante décadas, seu misterioso prisioneiro, despido das ferramentas que usava quando foi capturado (uma bolsa com areia, um capacete de formato estranho e um rubi em uma corrente), permanece imóvel, ignorando todas as propostas e exigências feitas por seus captores. Diferente dele, para quem o tempo não parece ter efeito, as pessoas do lado de fora de sua prisão envelhecem e morrem, e o segredo de sua existência é passado de pai para filho durante setenta anos.

Ao redor do mundo, algumas pessoas pararam de sonhar; algumas não conseguem mais dormir; algumas nunca mais acordaram.

A misteriosa criatura, que não é ninguém menos do que o Sonho (não um sonho, não apenas o Rei e Mestre de todos os sonhos e do Sonhar, mas O Sonho em si), espera pacientemente pelo dia em que, por descuido, o filho de seu captor terminará por libertá-lo, dando início à sua vingança e à busca por suas ferramentas há muito perdidas.

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A partir daí nós nos encontramos com vários personagens já conhecidos, como Constantine e integrantes da Liga da Justiça, todos pertencentes ao Universo DC/Vertigo. O percurso de Sonho em busca de seus itens mágicos é extremamente denso, agressivo e até revoltante, ao mesmo tempo em que é maravilhoso e quase libertador. Sua descida ao Inferno para recuperar o elmo contém a frase que mais me marcou na história inteira e na vida, enquanto seu duelo com Dee pela Pedra dos Sonhos é algo absolutamente aterrorizador.

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Na época, Neil Gaiman disse que Lúcifer “precisava ser David Bowie, que só seria feito se fosse David Bowie e que, se não fosse David Bowie, então precisaria ser alguém idêntico ao David Bowie”. Não tem ninguém reclamando aqui.

E, ao final, Sonho passa por algo tão real, tão humano, que tanto eu quanto você já passamos inúmeras vezes: a depressão da conquista. O não saber o que fazer depois de terminar algo que pensávamos nunca ter fim. A incapacidade de estabelecer imediatamente outro objetivo, depois de concluirmos um que não acreditávamos que alcançaríamos. E é aí que a Morte, sua irmã mais velha, faz sua primeira aparição e lhe dá uma importante lição sobre a vida.

É desnecessário reforçar o quanto a ambientação e a história são maravilhosos. O traço é algo incomum, de humor próprio, que enche os olhos com a riqueza dos detalhes e se adequa aos personagens, tornando-se algo inconstante – momento em que as várias mudanças de ilustrador são muito bem vindas.

Na minha opinião, é muito fácil sentir-se parte da história. É um mundo em que as casualidades da vida, como a morte ou o destino, não coordenadas por entidades Perpétuas sem que ninguém saiba. É um mundo em que existe mágica, mas que a maioria desconhece. É uma porta aberta para todos os mistérios que nos cercam e a maioria de nós ignora. E, eu gosto de pensar, é exatamente o mundo em que vivemos.

Honestamente, eu posso passar dias falando sobre Sandman, e sinto que o ideal seria dar continuidade com esse projeto em vídeo, já que palavras faladas ocupam menos espaço do que as escritas. Infelizmente isso é algo que eu não posso fazer no momento, mas que definitivamente farei um dia. Espero que vocês tenham gostado, e até o próximo post!

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