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Séries Terror

Fim de Temporada!: Penny Dreadful X Salem

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Eu sou muito fã de histórias de terror. De verdade. Filmes, séries, livros, contos, qualquer mídia assustadora me ganha na hora. Ao mesmo tempo em que eu era a criança creeeepy da sala que só escrevia histórias de terror na aula de redação, eu era (e talvez ainda seja) a amiga que morria de medo das casas mal assombradas da vida em parques de diversões, então eu sempre esperava os coleguinhas na porta dos brinquedos com as bolsas de todo mundo. Não vou dizer que ainda sou assim, porque faz MUITO tempo que eu não vou a um parque de diversões, mas pro resto das mídias de terror, eu sigo fã de carteirinha.
Eu estou bem feliz com o espaço que as histórias de terror estão ganhando nas séries, e ainda que a história de algumas me decepcione (American Horror Story: estamos de olho), eu estou muito muito muuuuito satisfeita com algumas delas. E, aproveitando que as duas que eu quero falar hoje acabaram de entrar em férias, posso comentar a temporada inteira livremente. Vou me esforçar para não dar nenhum mega spoiler, mas leiam por conta e risco, ok? Mas não se preocupem, se no fim do post eu perceber que posso acabar com a temporada pra alguém, vou colocar um aviso bem em cima do post, hehe. -> ok, aviso, tem spoilers!
Penny Dreadful:

Pelo que eu senti com as pessoas que conversei, Penny Dreadful é a queridinha, e eu muito consigo ver por que. A fotografia é incrível, a atuação é sensacional e tem a Eva Green bem na linha de frente, dominando a série inteira e abalando as minhas estruturas (e a de todo mundo, porque vocês não me enganam). Na primeira temporada, a série realmente foi inteira dela. Confesso que isso me cansou um pouco, quer dizer, eu achei genial, mas era um genial que não funcionaria de jeito nenhum se a protagonista não fosse a Eva Green. Foi uma temporada construída inteirinha pra ela, e nisso eles mandaram bem, mas eu (que adoro um coadjuvante) sofria muito vendo personagens perfeitamente bons e promissores deixados de lado.
Agora, na segunda temporada, os roteiristas parecem que decidiram tentar dividir um pouco os holofotes entre os personagens e, se vocês me perguntarem… Eu acho que eles não sabiam exatamente como fazer isso. Foi uma boa tentativa, de verdade, e eu estou muito animada para a próxima temporada porque tenho a impressão de que eles já estão pegando o jeito. Nessa temporada tivemos episódios só com a Eva Green, e episódios em que ela sequer apareceu, e nem fez falta! Realmente, a série conta com uma equipe bem grande de personagens que todo mundo já conhece e ama, então seria um desperdício muito grande não utilizá-los ao máximo.
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No entanto, eu senti em alguns episódios que a série realmente desperdiçava o potencial. Não posso dizer que alguns arcos foram inteiramente desperdiçados, e essa opinião é totalmente parcial minha, porque eu sou muito fã do Monstro (Caliban/Clare), tanto do personagem quanto do ator, que é SENSACIONAL, e ele muito poderia carregar a temporada nas costas se dessem a ele essa oportunidade, mas nããão… Ainda assim, algumas das cenas com ele foram as melhores da temporada, desde ele recitando poemas ao lado da Vanessa quanto a Billie Piper (linda) quotando Frankenstein pra ele (essas foram duas das minhas cenas favoritas).
Outro personagem que me preocupou por mais da metade da temporada foi o Dorian. Eu senti os produtores da série mordendo os dedos de vontade de distorcer o personagem completamente… O que, tratando-se de Dorian Gray, significaria transformá-lo num moço bom, compreensivo e super defensor do amor. Não me levem a mal, eu gostava bastante da Angelique, mas o comportamento dele com era simplesmente não era dele. Vocês bem podem imaginar que eu quase soltei fogos de artifício quando ela, bem… Retirou-se da série por motivos de força maior (aka morte horrível), porque era uma chance de ouro pro Dorian virar o inconsequente sem limites e cruel que ele nasceu pra ser. E eu gostei do quadro. Não era bem o que eu esperava, o que é estranho de dizer quando eu não seiexatamente o que eu esperava. Mas eu aceito o que me deram de bom grado.
A Billie Piper foi uma linda, e matou de um jeito lento e horrível a imagem dela como a Rose que eu tinha tatuado no meu coração, o que é um jeito legal de provar o quão boa atriz ela é. Achei a reviravolta da personagem meio difícil de comprar no começo, mas veio para o bem e não tem ninguém reclamando aqui.
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Eu gostei do plot das bruxas, sobretudo eu gostei da música que elas cantam, e gostei muito, muito mesmo do episódio em que a Vanessa vai viver numa casa isolada com aquela bruxa rabugenta (que foi a típica personagem que aparece só pra ganhar um lugarzinho no coração das pessoas e morrer de um jeito horrível logo em seguida). Infelizmente, alguns episódios vieram melhores que outros, e não foram poucas às vezes em que eu pensei que a série estava andando em círculos. E eu preciso confessar que morro de preguiça do Ethan. Blergh.
Quanto aos episódios finais, eu definitivamente não comprei a morte estúpida do Sembene. Primeiro porque eu tinha CERTEZA de que ele era um monstro, ou um caçador de monstros, ou alguma coisa incrível, e aí no fim ele é só um mordomo que morre de um jeito imbecil daqueles? Ah não! Achei forçado eles irem pra casa das bruxas convenientemente na lua cheia, entre algumas outras coisas. Maaas eu gostei bastante da Vanessa confrontando a… boneca-demônio? Enfim. O cigarro destrói a voz dela aos poucos, mas por enquanto ela consegue se aproveitar muito bem da própria rouquidão.
Os pontos (muito) fortes da season finale para mim foram esses: Vanessa falando em sei lá que diabo de idioma e mostrando quem é que manda; a bruxinha sobrevivente cantando a música que me ganhou desde o começo da temporada e toda a cena entre Dorian, Frankenstein e Lily, com aquele desfecho IN-CRÍ-VEL dos dois dançando e espalhando sangue pela sala.

A temporada acabou sem dar muitas pistas para a próxima, mas estou bastante empolgada por eles irem para os Estados Unidos e tantos outros lugares. Talvez agora eles aproveitem a chance de incluir personagens dos clássicos americanos também (se me pedirem uma dica, eu sugiro Edgar Allan Poe)… E pelo amor de Deus, talvez o Drácula finalmente apareça, porque faz duas temporadas que está todo mundo esperando. De qualquer forma, não estou perdendo o sono pela terceira temporada, mas é garantia que vou assistir assim que lançar, na torcida por eles conseguirem evoluir a história de um jeito organizadinho dessa vez.

Salem:
Vamos combinar que essa série já começa na frente por ter música de abertura do Marilyn Manson, MAS OK.
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Salem, por sua vez, tem essa coisa estranha em que eu penso que já passou meia hora do episódio, mas na verdade só se passaram cinco minutos. A série é lenta, e não tem explosões, grandes reviravoltas ou cenas de tirar o fôlego – na verdade, eu acho que a reação dos personagens é bastante realista, não tem muita firula. A fotografia é boa, mas não é tão nítida e nem tão colorida quanto Penny Dreadful, mas você percebe que rolou um carinho e uma atenção muito especial com a história. Não tem ponto sem nó, nem plot hole, nem nada que aconteça sem a completa necessidade de acontecer. E, como tem menos personagens, tem também menos focos de atenção, o que pode ser tanto bom quanto ruim, vai de quem vê. Eu curto.

Nessa temporada temos Mary enfrentando o fato de que seu filho está vivo, e lutando para poder ficar com ele, porque ele foi criado na floresta e é mantido pelas anciãs como uma maneira de mantê-la na linha. Temos a queridinha da Anne aceitando o fato de que ela também é uma bruxa, e aprendendo a usar seus poderes no decorrer dos episódios (e tudo indica que ela vai ser ainda mais forte que a Mary e eu estou TÃO empolgada). A Mercy continua chata, muito chata, e eu continuo não gostando dela, então nem tenho pena quando ela se ferra por ser burrinha. Agora, a vilã dessa temporada…
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Eu chegava a perder o fôlego de tão fierce que a Condessa (Xena ❤️) era. Apesar de a Mary ser meio que a protagonista, ela passa a mensagem de, apesar de ser forte, não ser exatamente uma bruxa invencível. O que eu acho é que ela sabe o tanto quanto foi conveniente para as anciãs deixarem ela saber, e eu meio que gosto dela assim, dá esse ar de quem não nasceu pra ser bruxa, apesar de ser muito boa no que faz. Já a Condessa é aquela bruxa clássica, poderosa, antiga e, de bônus, rica e bem vestida.
É importante pensar também que a trama de Salem é muito menos “rocambólica” do que Penny Dreadful, é a história de bruxa que todo mundo conhece e ama, e eu gosto de como o arco das bruxas e o dos caçadores de bruxas funciona bem juntos – até porque eles vivem ali, um do lado do outro, e nem sabem.
Eu gostei da reviravolta do John, mas ele me desapontou um pouco como caçador de bruxas – ele é a criança que ganha de uma vez o skate, o capacete, as cotoveleiras, enfim, o equipamento completo. Agora só falta aprender a andar. Sem falar que ele ainda tinha o complexo do que sentia pela Mary, e esses dois são tão sofridos que eu espero mesmo que terminem juntos, porque né. Torço mais pelos dois do que pelo Ethan com a Vanessa, porque… Blergh.

Reprodução

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A trama dessa temporada não teve nada que nunca tenha sido feito antes, mas eu achei que a evolução, tanto da história quanto dos personagens, foi linear e bem planejada e, portanto, superior. Gostei do arco do John júnior, todo mundo adora um capetinha numa história de bruxas, e eu gostei de como o diabo nessa série é politizado. O moleque é um conquistadorzinho racional e eficiente, e eu achando que ele ia se contentar em queimar a cidade inteira e dançar em cima.
Sobre a Tituba, só posso dizer que Hitchcock ficou orgulhoso. E, se pra vocês a vida parece difícil, pensem que o meu personagem favorito é o Isaac. Tô pra ver coitado que se ferre mais do que ele! Por outro lado, estou bastante otimista com o rumo que ele vai tomar na próxima temporada, sinto que finalmente teremos um caçador de bruxas que valha a pena.
A season finale conseguiu fechar todas as abas da história que foram abertas no decorrer da temporada, e ainda deu um gostinho do que está por vir na próxima. Gostei especialmente do encerramento da Anne, repetindo os exatos passos da única pessoa de quem ela tentava ser diferente. Ou ela e a Mary vão se tornar as melhores amigas, ou a Anne será o próximo desafio que ela precisará enfrentar – e eu não tenho tanta certeza assim de quem ganharia uma luta entre as duas.
Minha conclusão é: se você está atrás de terror clássico, puro e seco, veja Salem. Se está atrás de magia e de personagens que te dêem calor no coração, então veja Penny. Salem tem um desenvolvimento muito mais elaborado, mas tanto a trama quanto os personagens demoram a te conquistar – e talvez nem conquistem. Agora Penny te conquista logo no primeiro episódio, mas você precisa fazer vista grossa e perdoar as vezes em que o roteiro anda em círculos, e se contentar com o elenco forte e competente e alguns surtos de vida que o roteiro dá, e que valem muito a pena. Se quiserem a minha opinião: vejam as duas, porque eu ainda sonho com o dia em que Mary e Vanessa tomarão o chá da tarde juntas.
Update: eu sempre procuro gifs pros posts daqui no Tumblr (❤️), e posso dizer que o Victor Frankenstein é o meu novo personagem favorito de Penny por motivos de:
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E, de bônus, a versão original da música lá de cima, só porque é muito muito boa:

Enfim! Espero que tenham gostado do post e que estejam com vontade de começar uma dessas séries agora. Se já está em dia com as duas, não se preocupe: a gente se abraça e chora junto. Até a próxima!

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