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Dust: An Elysian Tail

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Como vocês já sabem, eu sou uma soft gamer. Por essas e outras eu demoro séculos para tomar a atitude de sentar a bunda na cadeira e jogar um jogo… E aí são necessários 10 minutos de gameplay para eu estar viciada e rindo compulsivamente. Ou pelo menos foi assim que aconteceu com Dust: an Elysian Tail.

Dust é um RPG dos bons e velhos: mate os monstros, suba de nível, recolha e venda itens, ganhe e gaste dinheiro, fale com os personagens se tiver disposição para isso, cumpra as quests. É até relaxante. Você aperta os botões compulsivamente fazendo vários combos e matando um milhão de monstros que não param de aparecer. Mas lógico que um bom RPG não se faz só com isso.

O jogo é visualmente muito agradável. Todos os personagens são animais (ainda que às vezes seja difícil entender que diabos de bichos eles são). Os cenários são realmente bonitos, apesar de o desenho dos personagens ser um pouco medíocre – mas essa opinião é exclusivamente porque eu não gostei do design dos olhos deles, que parecem os desenhos que eu fazia quando era criança. Não são feios, mas talvez sejam cartoonizados demais. Agora, as pouquíssimas (tipo duas) cutscenes animadas são bastante meia-boca, infelizmente.

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Algo adorável do jogo é a mistura do 2D dos personagens e das animações com os cenários grandiosos e detalhados, extremamente ricos. O jogo é quase infantil em níveis de visual e fofice, parece que você caiu dentro de um desenho animado bonitinho. Mesmo os monstros são adoravelmente feios.

A história é sobre Dust: um guerreiro raposa que acordou no meio de uma floresta sem qualquer memória de sua real identidade. Ele é despertado por Ahrah, que é basicamente uma espada falante (sim) e por Fidget, que é, sem dúvida alguma, a melhor coisa sobre esse jogo. Ela é uma nimbat: um tipo fofo de gato-morcego que tem olhos estilizados, pra variar, e ela é responsável por guardar Ahrah, que é uma das lâminas de Elysium (o que significa que, além de falar, a espada também é importante pra diabo). A única conclusão do trio ao se conhecer é que a espada foi sumonada por Dust com um propósito nobre – porque só assim pra ela realmente ser compelida a atender o chamado. E já que os dois estão decididos a embarcar em uma aventura para descobrir quem Dust realmente é, sobra pra Fidget seguir a dupla, pois ela não pode voltar para casa sem a espada.

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A jogabilidade é bem simples, uma vez que você pega o jeito você consegue jogar por horas e horas sem nem sentir ou se frustrar com algo mais complicado. O jogo tem fases um pouco mais chatas, e algumas partes bastante trabalhosas, mas no geral não é difícil. O mais incrível é que o mapa é INTEIRO elaborado, e todos os detalhes estão lá de propósito e contam para alguma coisa. Não existe “cair em direção ao nada e morrer” ou ir pra fora do cenário e bugar a tela. Não não, tudo ali é importante, e se você não consegue alcançar determinada parte do cenário é só porque ainda não tem a habilidade certa. E esse é outro ponto legal: uma habilidade que você desbloqueie no fim do jogo vai te dar acesso a coisas novas do primeiro cenário, e você vai desbloquear tesouros, amigos (que são personagens de outros jogos que eu não tenho a menor ideia de como foram parar ali, o que é incrível) ou até fases bônus engraçadinhas. Mesmo quando você aposta que não tem nada que você não tenha visto, o jogo vai e te surpreende.

Não só isso, Dust é uma obra-prima da dublagem. A Fidget inclusive fala com o jogador em alguns momentos. Ela carrega todo o humor do jogo sozinha, e isso não é pouca coisa. Os diálogos são engraçadíssimos. Os prints desse post vão dar só uma pequena ideia do nível da coisa, mas você realmente precisa jogar para crer, e ninguém vai estranhar se você chorar de rir em alguns momentos… Ou o meu senso de humor que é besta mesmo, porque eu quase caí da cadeira com a piada do “demon blacksmith”.

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Infelizmente, talvez o ponto mais fraco do jogo inteiro seja o enredo, o que é um golpe bem pesado na coisa toda. A história é bobinha e muitas vezes não rola um equilíbrio legal entre o tempo que a quest exige e a importância dela pra história. E mesmo quando é algo imprescindível, no fim das contas fica tudo meio blah. Uma pena, porque eu realmente acho que tinha espaço pra mais drama e densidade na história, até porque a identidade real do Dust acaba sendo uma coisa muito louca, e eu meio que me senti como alguém que começou a ver uma série na metade da temporada e tá em falta de um monte de informações. O trailer explica mais ou menos a história do mundo do jogo e te dá umas informações bem relevantes que simplesmente não aparecem no gameplay. Eu fiquei com uma impressão muito forte de que Dust era o segundo jogo de uma franquia, porque a gente cai em um mundo em que a história já está rolando faz tempo, tem toda uma mitologia, umas crenças muito loucas e você não é apresentado a nada disso. Quando algumas coisas são, finalmente, explicadas, é algo estilo “POOF! MÁGICA! Aceita que dói menos”.

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Embora isso tenha, como eu disse, afetado bastante o jogo como um todo, ainda é um game super recomendável que eu não me arrependo de ter zerado. Em questão de tempo de duração, eu diria que ele está na média, acho que eu demorei umas 17 horas no total, e fiz quase todas as sidequests. O que mais me deu trabalho realmente foi a luta final. Pra ela eu precisei de umas boas horas só matando monstrinhos pra subir de nível e conseguir dinheiro o suficiente pra atualizar equipamento. Então, é, os upgrades não estão aí por nada, use-os.

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É um jogo que vai mudar sua vida? Não. Mas ele com certeza vai te entreter MUITO em um fim de semana de bobeira, então é uma recomendação super válida pra quando você estiver afim de algo leve, divertido e engraçado. Inclusive, eu também adoraria uma Fidget de pelúcia para ficar comigo…   F o r e v e r.

Observação: vwooshzheeooshzoozoosh

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6 Comentários

  • Responder Clayci

    hehehehe esse personagem me lembrou Nostale. Amava jogar..
    Não conhecia esse jogo e se eu sentar e começar, já sei que vou viciar tbm >.<

    http://www.saidaminhalente.com

    2 de dezembro de 2015 às 01:04
  • Responder A Bela, não a Fera

    Eu sou do tipo que praticamente não joga mais.
    Na verdade, sinto falta de jogar no meu play 2… Que é a única coisa que me viciei depois do n64 :c
    Mas achei fofinho os bichinhos da temática, se vale de consolo ahiushuiash
    | A Bela, não a Fera |
    | FB Page A Bela, não a Fera|

    2 de dezembro de 2015 às 23:11
  • Responder Flavi Memorias de uma Guerreira

    Eu AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAMOOOOOOOOOO ESSE JOGOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!! Sério, é um dos melhores que já joguei, o final da história me emocionou, e olha que antes eu sempre falava "como as pessoas conseguem se emocionar com jogos?" eu consegui me envolver na história e achei muito cativante!

    https://memoriasdeumaguerreira.blogspot.com

    5 de dezembro de 2015 às 01:07
  • Responder Marcela Fabreti de Oliveira

    Não conheço Nostale, mas joguei no Google imagens e senti um grande potencial em dominar todo o tempo livre da minha vida. Eu não posso com esses jogos fofinhos, pode ser a coisa mais tonta do mundo que eu vou passar 15hrs jogando.

    9 de dezembro de 2015 às 02:04
  • Responder Marcela Fabreti de Oliveira

    Sabe um negócio que eu sinto falta? Aqueles jogos temáticos de desenhos e filmes que sempre saía pra Play 2. Altos dias investidos em zerar o joguinho de Madagascar.

    9 de dezembro de 2015 às 02:05
  • Responder Marcela Fabreti de Oliveira

    WAAAAAAAAH VOCÊ CONHECEEEEEE!!! Cara, o final me deixou meio com um vazio no estômago, sabia? Não estava preparada pra uma moral tão niilista de "a gente faz tudo o que podia e isso às vezes não é o suficiente". Eu ainda acho que a história merecia mais desenvolvimento, mas a gente tá lidando com um potencial GRANDE nesse jogo.

    9 de dezembro de 2015 às 02:06
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